Participar da Expo Rio Turismo 2026, realizada no Rio de Janeiro, foi mais do que uma conquista profissional — foi um momento de representatividade, propósito e pertencimento.
Fui convidada para integrar a mesa “Comunidade como destino: pertencimento, cultura e hospitalidade”, onde tive a oportunidade de compartilhar um pouco da minha trajetória com o Rocinha Samba Tour e, principalmente, da potência que existe dentro das nossas comunidades.
Falar sobre turismo de favela é falar de gente, de história, de cultura viva. É mostrar que a Rocinha não é apenas um lugar a ser visitado, mas um espaço de troca, aprendizado e experiências reais. É sobre acolher, ensinar e emocionar através do samba, da arte e da nossa identidade.
Dividir esse espaço com profissionais que também vivem e constroem esse movimento foi extremamente enriquecedor. Cada fala reforçou a importância de valorizar os guias locais, os projetos comunitários e as iniciativas que nascem dentro da favela e transformam vidas.
Levar o samba, a cultura e a vivência da Rocinha para um evento dessa dimensão é também abrir caminhos. Caminhos para mais reconhecimento, mais oportunidades e mais respeito pelo turismo feito por quem vive a realidade todos os dias.
Saio dessa experiência ainda mais fortalecida e com a certeza de que estamos no caminho certo: mostrando ao mundo que comunidade é destino, é cultura, é potência.
Seguimos fazendo história.